História

Com o restabelecimento da capitania de São Paulo em 1765, a coroa portuguesa nomeou D. Luis Antônio de Souza Botelho Mourão, Morgado de Mateus para governá-la.

Em julho daquele mesmo ano, seguindo instruções expressas do marquês de Pombal, tratou de estabelecer novas povoações em regiões do litoral e do sertão. Em 1767, o tenente-coronel Afonso Botelho Sampaio e Souza, primo de D. Luis, seu ajudante de ordens, foi mandado à vila de Paranaguá, com dois encargos: Construir uma fortaleza na Ilha do Mel e povoar o local conhecido como “Enseada Guaratuba”, na faixa litorânea entre Paranaguá e a Vila de São Francisco. 200 casais foram selecionados para colonizar o local dando-lhes o governo português as ferramentas necessárias e demarcando-lhes as terras, de acordo com as necessidades de cada um.

Quatro anos depois, no dia 29 de abril de 1771, o pequeno povoado foi elevado à categoria de vila com o ato de fundação da Vila de São Luiz da Marinha de Guaratuba, e a celebração da Santa Missa na Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso oficiada pelo pároco Bento Gonçalves Cordeiro, auxiliado pelos freis João Santana Flores e Francisco Borges.

Nesta mesma data este povoado foi elevado à categoria de Vila, com a denominação de Vila São Luíz de Guaratuba da Marinha.

Guaratuba na língua tupy quer dizer “muitos Guarás”, pássaros da família Eudocimus ruber de coloração vermelho vivo. Esta ave retornou ao município depois de desaparecer por várias décadas.

 

O que visitar

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso

De linhas coloniais muito simples, esse templo foi edificado em alvenaria de pedra argamassada e atualmente divide-se em quatro corpos: nave, capela-mor, sineira e sacristia. Enquadrada por cunhais, arrematados por coruchéus, ambos em cantaria, a fachada principal é rasgada por portada e duas janelas à altura do coro. Todos os requadros da fachada são também em cantaria, vergas e sobrevergas arqueadas. O frontão é movimentado por graciosas curvas e contracurvas e vazado por óculo poli lobulado. Encima a cruz também lavrada em cantaria.

Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Livro de Belas Artes - inscrição 013 - data 1-4-1938 nº do processo 0021-T-38. Localiza-se na Praça Coronel Alexandre da Silva Mafra.

 

 

Praça Coronel Alexandre da Silva Mafra

Antiga Praça da Matriz, onde se iniciou a colonização do município. Das construções coloniais da época quase nada restou, somente à lembrança e o valor histórico. O nome da Praça Central é uma homenagem ao Coronel Alexandre da Silva Mafra, que exerceu o cargo de Prefeito Municipal.

Casarão do Porto

Um dos últimos remanescentes do período colonial, em termos iconográficos está registrado numa aquarela de Debret, de 1827, o que permite situar sua construção entre o final do século XVIII e as primeiras décadas do século XIX. Trata-se de sobrado de planta quadrada, construído em alvenaria mista, pedra e tijolos, cobertura em telhado de quatro águas, telhas canal. Atualmente é sede da “Casa da Cultura”. Foi tombado em 1966 pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná.

Localiza-se na Avenida Coronel Afonso Botelho esquina com Rua Professor Gratulino.

 

Largo Nossa Senhora de Lourdes

Há no local a fonte do Itororó de água pura e cristalina que abasteceu a cidade por várias décadas até a implantação da rede de abastecimento em 1974. Segundo os antigos moradores a água da fonte tem poderes milagrosos. O Largo possui uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes doada pela devota Guilhermina Cordeiro, que abençoa o lugar desde 1935. Muitas são as graças atribuídas à Santa, evidenciadas pelas diversas placas colocadas na capela de pedra que foi construída pelo casal Heitor e Zina Borges para proteger a imagem.

Localiza-se na Rua Nossa Senhora de Lourdes - Encosta do Morro do Pinto.


Fonte da Carioca

Foi a primeira nascente de água potável, que os primeiros colonizadores tiveram acesso - junho 1767. Em 1858 uma caixa d’água de alvenaria foi construída pelo Capitão Manoel Pereira Liberato. Revitalizada em 2008, foram construídos dois portais: um na entrada e o outro em frente à bica. O largo foi todo calçado e a caixa reformada. Ao lado da fonte foi colocada uma imagem de São Luís - Padroeiro do município.

Localiza-se na Rua Capitão João Pedro - Encosta do Morro do Pinto.


Vapor São Paulo

Encalhou na praia de Caieiras em 26 de novembro de 1868, trazendo a bordo 600 pessoas que retornavam da Guerra Brasil-Paraguai. Quando a maré está baixa, pode-se ver sua proa.


Morro do Cristo (Brejatuba)

Mirante natural da cidade oferece aos visitantes uma visão admirável do Oceano Atlântico e de toda cidade. Para facilitar o acesso ao morro, em 1953 o Prefeito mandou construir uma escadaria e instalar a imagem do Cristo Redentor que foi doada ao município em 1952, pela família de João Cândido Ferreira. Durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados do Vigésimo Batalhão de Infantaria de Curitiba utilizaram o morro como posto de observação.

Localiza-se na Praia do Brejatuba.

 

Baía de Guaratuba

É um estuário encaixado na planície costeira do litoral. Nela 16 rios fazem sua foz, inúmeras ilhas, mangues e vegetação típica fazem parte da paisagem. É a segunda maior do Estado, com 48,72 km² de extensão; própria para passeios de barco, pesca e esportes náuticos.

Rica em fauna e flora é hoje uma área de proteção ambiental.

Praias

Possui 22 km de extensão de praias, dentre as quais destacam-se: a Central e do Cristo, muito procuradas devido a tranquilidade e a pouca profundidade de suas águas; Brejatuba é apropriada para a prática de esportes aquáticos como surf e bodyboard, começa junto às pedras após o Morro do Cristo e segue até o balneário Coroados; Caieiras, local calmo e agradável com aproximadamente 1000 metros de extensão, está localizada próximo ao ferry boat; Prainha, própria para descanso e a prática de pesca de arremesso; Barra do Saí, um dos mais lindos recantos da natureza, faz divisa com o município de Itapoá (Santa Catarina), localizada após o bairro de Coroados.

 Ilhas

A Baía de Guaratuba está pontilhada de ilhas que conservam os seus aspectos naturais intactos, dentre as quais pode-se destacar a dos Ratos, Pescaria, Estaleiro, Capinzal, Baixo Grande, Bariguy, Mexerico, Araçá, Garças, Capim, Papagaios, Morro da Barra, Monte Alegre, Chapéu, Castelhano e Maria Chica. Na ilha oceânica do Itacolomi a pesca submarina e de linha é farta. É formada por duas pedras uma em pé e outra deitada que são chamadas “mãe e filho”. Não dispõe de infraestrutura para o turismo e por isso a visitação é de difícil acesso. Localiza-se a aproximadamente 8 km de Guaratuba. Na ilha do Saí foi erguido o marco divisor entre o Paraná e Santa Catarina.


Salto Parati

Inserido no Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, suas águas vêm do rio Parati e formam piscinas naturais. Abundante em flora e fauna possui mata nativa aberta e fechada. Pode-se apreciar a baía, os botos e a Ilha Joaquim Jorge de frente para o Sítio de mesmo nome. O acesso se dá somente por barco com trajeto de aproximadamente 40 minutos até o Porto Parati e a partir deste, mais uma caminhada de 30 minutos.